Venha para as ruas, você também!




“Nas questões de estilo, nade com a correnteza;
nas questões de caráter, seja firme como uma rocha” – Thomas Jefferson


A “voz rouca das ruas” voltou a se manifestar através de milhões de brasileiros, cansados de ouvir a mesma “balela” que tem se repetido nos últimos 11 anos. De “marola” em “marola”, os encastelados começam a aparecer e com eles, os descaminhos que estão nos levando de volta à inflação, e a propalada “eficiência governativa” está se desnudando através dos inúmeros escândalos que se sucedem, divulgados pela imprensa.

De tudo (bem ou mal) o que herdamos da constituinte de 88, o que está funcionando hoje, felizmente, é a liberdade de imprensa, denunciada sempre com uma raivosa manifestação de desprezo por parte dos “imperadores de plantão”, estejam eles no executivo, no legislativo, no judiciário, nas estatais ou até nas empresas “menos” sérias.

Aqui e alí temos contemplados “espasmos” de coragem, de independência, de determinação para reverter esse caos, essa ausência de lideranças fortes e descomprometidas.

No Judiciário, temos um Joaquim Barbosa, que levou a bom termo o chamado processo do Mensalão; no Tribunal de Contas da União, um Augusto Nardes, que teve a coragem de dizer que não dava posse a um Ministro que não preenchesse os requisitos constitucionais; no Legislativo, uma meia dúzia de parlamentares luta bravamente contra uma imensa maioria governista que faz rolo compressor para defender (não se sabe a que preço, ou melhor, sabe-se, mas…) tudo que vimos combatendo desde antes do golpe militar que tirou Jango da presidência.

Cinquenta anos depois (e somos privilegiados por estarmos vivos e podermos dizer que estávamos lá), estamos engatinhando, às cegas, à procura de caminhos melhores para o nosso Brasil e nossa gente.

Estamos procurando uma luz no fim do túnel, que nos descortine um caminho a ser trilhado, sob a liderança de homens e mulheres que tenham vergonha na cara e que façam o que Getúlio fez, suicidando-se quando se deparou com um serviçal dele fazendo estripulia, ao invés de “afirmar que não sabia de nada, não viu nada” e que agridem a opinião pública ao se fazerem de vítimas, quando pegos com a “mão na botija”.

Que péssimo exemplo estão dando ao país, aos nossos jovens? Aos nossos trabalhadores que se submetem a uma jornada de trabalho insana para garantir um salário mínimo (totalmente indecente)?
Diante de tantas manifestações, amigas e amigos, sinto-me na obrigação, no dever de bradar, bem alto, venha para as ruas, você, também!

Traga a tua arma (única, verdadeira e letal), traga o seu Título de Eleitor. Olhe atentamente, examine o presente e o passado de cada candidato; procure saber com quem ele andou e com quem ele anda; o que fez e o que pretende fazer não somente para você, mas especialmente para os teus filhos, para os teus netos, para o futuro deste imenso pais.

Faça isto, minha amiga, meu amigo. Sei que será uma tarefa difícil separar o “joio do trigo”. Se você conseguir encontrar o candidato “menos pior”, já é um avanço.

Fuja de todos aqueles que já são conhecidos; que tem uma “folha corrida” ao invés de um currículo. Lembre-se do ditado “onde há fumaça, há fogo”. Ora, se tem processo em alguma área do judiciário, vá com calma. Outro adágio popular importante que precisa ser recuperado e aplicado ao nosso cotidiano: “veja com quem anda o seu candidato” veja se não se trata de “farinha do mesmo saco” e, por último, “junte-se aos bons” e …Boa sorte!

 

Lourival Zagonel
Presidente

 

 

 

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