Sobre a reforma política e outros sonhos

Sobre a Reforma Política e outros sonhos

 

“Não importa se você está perto ou longe

O que importa é que você existe para que eu possa sentir a sua falta”

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Tenho acompanhado, como muitos dos meus antigos colegas, notícias sobre o “esforço” que o Senado Federal e a Câmara dos Deputados tem feito para conduzir uma “Reforma Política”.

Fico a imaginar o que passa pela cabeça desses meus antigos e bravos colegas, que acompanharam de perto (alguns, contribuindo, diretamente, com sua inteligência e proficiência) a história que se escreveu nesta Nação, nos últimos 50 anos.

Da ditadura de Vargas (que alguns oportunistas enaltecem, outros tentam copiar ou se apoderar dos resultados) ao que temos hoje, tivemos avanços que, se não foram mais significativos, debite-se à nossa conhecida e histórica leniência.

Tivemos diversas constituições e a 1988, a mais “democrática” de todas, segundo historiadores, ainda está sendo testada e, de vez em quando, “aprimorada”.

Os constituintes de 1988, alguns deles ainda “transitam” pelos corredores do Congresso, não quiseram enfrentar temas polêmicos. Dos temas importantes que preferiram “jogar” para o plebiscito, destaque-se o “sistema de governo”, ou seja, Parlamentarismo ou Presidencialismo. Por ocasião do plebiscito, o povo, completamente desinformado, preferiu continuar com o velho e carcomido sistema presidencialista, levado pelo mentiroso e irresponsável bordão “querem roubar o teu voto”.

Havia um compromisso registrado em cartório entre parlamentaristas e presidencialistas (o nosso ilustre e sempre festejado Senador Marco Maciel é testemunha disto): fosse qual fosse o resultado do plebiscito, todos se comprometiam em ajustar a constituição (híbrida) para o sistema vencedor. Nada foi feito pelos presidencialistas de então e muito menos pelos de hoje.

Agora, falam em reforma política e aparecem com um “remendo” que o povo vai ter que engolir.

Para começar, a reforma política deveria ser feita por um grupo de cidadãos eleito especialmente para este fim (para não dizerem que a raposa está cuidando do galinheiro ou o cachorro, da lingüiça). Você tem alguma dúvida que esse grupo que está aí (no legislativo federal, estadual e municipal) vai abrir mão das benesses conquistadas?

O Legislativo, em todos os seus níveis, está cada vez mais pobre de representantes dignos, independentes, competentes, preparados para alavancar o país rumo ao novo Milênio. Esta não é uma afirmação leviana. Façam o dever de casa, analisem o que acontece nos municípios, nos estados e no Congresso. Percorram o histórico dos nossos parlamentares, alguns deles, com corriculum acima de qualquer suspeita, outros, infelizmente, com ficha corrida de arrepiar “trombadinhas”. A imprensa, todos os dias, nos traz as mais tristes notícias. E não se diga que é má vontade da imprensa, pois os fatos estão sendo apenas noticiados, vez que “vazaram” de depoimentos ou de investigações pela PF ou pelo MP.

Não basta fazer uma maquiagem ou uma plástica superficial.  Se o bisturi não cortar na carne, eliminando tudo o que há de podre na República, teremos que aguardar nova oportunidade, que só Deus sabe quando virá.

Ah, e por falar em outros sonhos, que tal um brinde à vida?

 

Lourival Zagonel

Presidente

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