CUIDADO! CUIDADORES!

             “É preciso amar as pessoas e usar as coisas, e não amar as coisas e usar as pessoas”. 

 Cecília Meireles

 

Após profunda reflexão sobre o tema CUIDADORES, com o devido respeito a esses profissionais que de um modo geral cumprem uma função social muito importante, me vejo compelido a abordar o assunto com vistas a um alerta que me parece muito oportuno. Como é sabido, com o envelhecimento da população, está se generalizando a necessidade de cuidadores de idosos em todas as camadas; mas, em especial, junto aos aposentados e pensionistas com algum tipo de recurso (financeiro ou patrimonial).

Tenho acompanhado o sofrimento de diversos colegas que me relatam dificuldades que têm enfrentado com esses profissionais, equiparados, hoje, à categoria de empregados domésticos e que passam a participar de um convívio muito íntimo, quase como se fossem parentes.

Embora essa figura surja na vida dos necessitados como se fosse um “anjo da guarda caído do céu”, nem sempre isso ocorre.

Chegam às nossas casas por diversos caminhos: um amigo ouviu falar que fulana trabalhou cuidando da avó da filha ou da mãe da comadre ou através de agências de empregos. E, neste caso, parece mais seguro; pois, afinal, presume-se que tenham sido devidamente entrevistadas, treinadas e preparadas para o desempenho dessa importante missão.

Inicialmente elas se apresentam como pessoas absolutamente dispostas a tudo: alimentar, higienizar o idoso, ministrar os medicamentos (algumas prometem inclusive lavar e passar as roupas do/a paciente) etc.

O cuidador costuma começar com um salário um pouco melhor; às vezes, o dobro da empregada doméstica e, em alguns casos, com salários estratosféricos.

Se você ficou muito entusiasmado (a) com o cuidador, provavelmente vai acreditar que não precisará fazer um contrato delineando bem as funções, a jornada de trabalho, horário de almoço/descanso etc. Vai, também, negligenciar em supervisionar o cuidador, pois acredita que ele é a pessoa que sabe o que fazer, e o seu ente querido estará em boas mãos.

Caso você não esteja atento, o seu familiar-paciente por certo será negligenciado, tal como: medicamentos fora do horário; higiene mal feita; alimentação insuficiente ou nenhuma; hidratação insuficiente ou nenhuma etc.

Outro problema é a alta rotatividade de trabalhadores, agravado pelasexigências que passam a ser feitas pelo “anjo da guarda”. Se você não registrou a carteira de trabalho, pode se preparar para um desembolso muito maior do que o esperado. Mesmo que encontre várias maneiras de despedir por justa causa, vai te parecer menos complicado pagar Aviso Prévio; Férias Proporcionais; horas-extras, entre outros.

Se você, cauteloso (a), tomou todas as providências para que o seu “cuidador” recebesse todas as verbas de que tinha direito, ainda assim, ele poderá ir a juízo exigir uma série de coisas e você literalmente se verá em “palpos de aranha”. Reivindicam, embora não tenham direito, FGTS (opcional para empregado doméstico); horas de descanso (pois afirmarão que não tinham tempo algum para repouso; dirão que trabalhavam sem almoço, lanche ou jantar e você terá dificuldade para provar o contrário).

Enfim, não se descuide. Elabore um contrato descriminando o que você espera do cuidador (a), como, também, mantenha os registros diários de entrada e saída, hora de almoço/jantar/descanso, horas-extras eventuais, férias e os demais direitos.

Afinal, “caldo de galinha” e precaução não faz mal a ninguém.

 Lourival Zagonel

Presidente

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