Adeus Copa! Bem-vindos à vida real


Primeiro, o enorme euforia causada pelo ópio do povo, o futebol, mas está na hora de esfriarmos os ânimos, por os pés na realidade e pensarmos que Brasil queremos para 2015 em diante. Os alemães, quem diria, deram um show de competência, de dedicação, de solidariedade, de simpatia etc. Belíssimo legado deixaram não só para os brasileiros, todavia para o mundo.

Outros que mostraram civilidade incomum foram os japoneses. Após o jogo, fizeram questão de recolher todo o lixo do estádio. Se a moda pega, hein? Já pensou: você vai ao cinema e, ao sair, não enxerga mais aquele lixo todo deixado pelos patrícios. Nas ruas, você não vai mais ver lixo (o lixo sempre foi da responsabilidade de quem o produz), entretanto aqui no Brasil o lixo é da responsabilidade do município e de mais ninguém.

Bem, mas voltando a nossa realidade, somente um país que não tem um padrão educacional igual ao da Alemanha e do Japão é que se dá ao luxo de “xingar” o/a seu governante máximo para que o mundo veja o quanto nos falta de educação. E não se argumente que sou contra o direito de se manifestar. Pelo contrário, sou totalmente a favor, porém sem este exagero e sem tamanha grosseria.
Perdemos ótimas oportunidades de mostrar ao mundo que somos um povo que merece ser conhecido como ordeiro, trabalhador, honesto (temos que fazer jus ao lema: “ordem e progresso”). O governo tem sua enorme parcela de culpa, sem dúvida. Contudo este governo que aí está não foi trazido por nenhuma nave extraterrestre. Foi trazida pelo voto do povo e pela apatia dos que preferiram votar em branco ou o voto de protesto.

Se o povo deixa de votar ou vota em “tiriricas” merece o governo que tem e, então, tudo se justifica. Se você, que tem o direito e o dever de mudar o que aí está, prefere se acomodar, paciência! Vamos continuar amargando derrotas para o mundo civilizado e concluir que se apanharmos de 10 a 0, é porque merecemos.

Francamente, não me somo a esses que querem que tudo continue como está. O dia em que nosso povo gastar pelo menos dez por cento da energia que gasta no carnaval ou dez por cento da energia que gasta com futebol, dedicando-se à política (seja ela partidária ou não) conhecendo e discutindo política como discute carnaval e futebol, inclusive lembrando os fatos, datas de acontecimentos, personagens envolvidas, resultados de políticas implementadas ou não implementadas, custos de obras, valores que pagou de impostos (os enrustidos também); cobrar eficiência e eficácia dos seus representantes estejam eles nas Câmaras Legislativas, na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, na Presidência da República, nos Tribunais; aplaudir os bons e execrar os maus brasileiros, aí, então, teremos um Brasil melhor.

Assim como você quero um país decente; quero um país sério; quero um país solidário; quero um país que seja motivo de orgulho para todos os brasileiros e possa servir de exemplo aos países emergentes; portanto, quero mudanças em tudo o que aí está. Mas para que isto aconteça, é imprescindível que todos estejamos remando na mesma direção. Vamos, tire o pijama, venha viver a vida. Venha fazer a sua parte. O futuro desta imensa Nação depende só de você. De mais ninguém.

Lourival Zagonel

Presidente

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