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	<title>Assisefe - Associação dos Servidores Inativos e Pensionistas do Senado Federal &#187; Homenagens</title>
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	<description>Associação dos Servidores Inativos e Pencionistas do Senado Federal</description>
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		<title>Saturnino Braga: uma história de sonhos e realizações</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 18:25:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Narlla Sales</dc:creator>
				<category><![CDATA[Homenagens]]></category>

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		<description><![CDATA[A edição do Informativo da ASSISEFE deste mês traz a história do ex-Senador da República Roberto Saturnino Braga Justa Homenagem – Saturnino Braga: uma história de sonhos e realizações Por Narlla Sales Botafoguense, amante do Rio de Janeiro, ex-Senador da República e, como todo carioca que se preze, gosta do carnaval. “Sou Mangueira”, diz. Este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A edição do Informativo da ASSISEFE deste mês traz a história do ex-Senador da República Roberto Saturnino Braga</em><strong><a href="http://www.assisefe.org.br/2011/10/27/saturnino-braga-uma-historia-de-sonhos-e-realizacoes-4/saturnino-2/" rel="attachment wp-att-925"><img class="alignleft size-full wp-image-925" style="border: 1px solid black; margin: 1px;" title="saturnino" src="http://www.assisefe.org.br/wp-content/uploads//2011/10/saturnino1.jpg" alt="" width="244" height="333" /></a></strong></p>
<p><strong><em>Justa Homenagem – Saturnino Braga: uma história de sonhos e realizações</em></strong></p>
<p>Por Narlla Sales</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Botafoguense, amante do Rio de Janeiro, ex-Senador da República e, como todo carioca que se preze, gosta do carnaval. “Sou Mangueira”, diz. Este é Roberto Saturnino Braga, associado que tem nos registros de sua vida, um mundo de histórias e acontecimentos vividos por amor à pátria. Com 13 livros publicados, ele não pretende parar por aí. Dentro do estilo do escritor, o gênero literário e político são os preferidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Formado em engenharia e especializado em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Saturnino iniciou sua carreira política com 30 anos de idade, influenciado pelo pai, Francisco Saturnino Braga. Nosso homenageado também é neto de Ramiro Saturnino Braga. Tanto o pai quanto o avô de Saturnino foram deputados federais pelo estado do Rio. “Embora eu não tenha conhecido meu avô, sei que ele teve influência sobre minha escolha. E o meu pai, naturalmente, falava muito sobre política dentro de casa”, conta.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com Roberto Saturnino, o pai foi deputado federal por três mandatos e, no início da década de 60, resolveu não se candidatar. Foi quando Saturnino decidiu se aventurar na política. “Eu pude contar com os contatos políticos do meu pai, mas ele era conservador e eu fui logo para o partido socialista. Tive que construir o meu eleitorado, minha história política”, recorda.</p>
<p style="text-align: justify;">Saturnino se elegeu deputado pela primeira vez em 1962. Pouco tempo antes, o Rio havia deixado de ser a capital do país. Ele conta que, para o Brasil, este marco na história foi extremamente positivo, mas para o Rio foi um grande desafio. “Foi um desastre… O Rio ficou vazio de pessoas e também de recursos”, relembra Saturnino.</p>
<p style="text-align: justify;">O ex-senador conta com entusiasmo sobre a sua candidatura de 1974 ao Senado Federal, após a ditadura. Segundo ele, naquele momento o país se abria gradualmente ao processo de redemocratização. Foi, também, o primeiro contato da propaganda eleitoral com a televisão. “Era ao vivo, não tinha gravação, não tinha <em>marquetagem</em>. A gente ia lá e dava o recado”, declara com bom humor. Saturnino destaca, inclusive, que a televisão teve um papel fundamental de fazer com que as pessoas conhecessem outras opções de liderança. “A experiência com a televisão foi fascinante. O meu adversário, na ocasião, era considerado imbatível. Paulo Torres, presidente do Senado. Mas eu fui eleito!”.</p>
<p style="text-align: justify;">Roberto Saturnino fala, ainda sobre este período, que o Senado se tornou a grande caixa de ressonância da democracia no Brasil. As únicas eleições majoritárias diretas, na época, aconteciam no Senado. “Entrei no Senado com Paulo Brossard, Itamar Franco, uma geração de senadores muito atuante, muito representativa daquele anseio de renovação, muito entusiasmados.  Momento privilegiado, especial. Eu peguei isso!”, afirma com orgulho.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre os sonhos da juventude, o ex-senador lembra que ele lutava por um ideal da justiça social, de fraternidade entre os homens e que tinha admiração pela União Soviética. “O país que tinha realizado isso era a URSS. Então a juventude era muito comunista”. Para ele, a juventude de hoje vive um movimento de realização pessoal, não pensa mais no sonhos da coletividade. “É um processo natural da história. Os jovens de hoje, talvez por decepção, se preocupam mais com a própria inserção no mercado do que com o bem de todos”, diz.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje com 80 anos, casado com Eliana Saturnino há 56, Roberto Saturnino Braga segue aproveitando a vida, os três filhos e os seis netos e pretende não parar de fazer as coisas que ama: escrever, viajar, ler. Realizar os sonhos que ainda não foram concluídos e celebrar as vitórias conquistadas.</p>
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		<title>Saturnino Braga: uma história de sonhos e realizações</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Oct 2011 19:35:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Narlla Sales</dc:creator>
				<category><![CDATA[Homenagens]]></category>
		<category><![CDATA[ex-senador]]></category>
		<category><![CDATA[Informativo]]></category>
		<category><![CDATA[Saturnino Braga]]></category>

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		<description><![CDATA[A edição do Informativo da ASSISEFE deste mês traz a história do ex-Senador da República Roberto Saturnino Braga Justa Homenagem &#8211; Saturnino Braga: uma história de sonhos e realizações Por Narlla Sales Botafoguense, amante do Rio de Janeiro, ex-Senador da República e, como todo carioca que se preze, gosta do carnaval. &#8220;Sou Mangueira&#8221;, diz. Este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A edição do Informativo da ASSISEFE deste mês traz a história do ex-Senador da República Roberto Saturnino Braga</strong></p>
<p><strong><em>Justa Homenagem &#8211; Saturnino Braga: uma história de sonhos e realizações</em></strong></p>
<p>Por Narlla Sales</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p>Botafoguense, amante do Rio de Janeiro, ex-Senador da República e, como todo carioca que se preze, gosta do carnaval. &#8220;Sou Mangueira&#8221;, diz. Este é Roberto Saturnino Braga, associado que tem nos registros de sua vida, um mundo de histórias e acontecimentos vividos por amor à pátria. Com 13 livros publicados, ele não pretende parar por aí. Dentro do estilo do escritor, o gênero literário e político são os preferidos.</p>
<p>Formado em engenharia e especializado em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Saturnino iniciou sua carreira política com 30 anos de idade, influenciado pelo pai, Francisco Saturnino Braga. Nosso homenageado também é neto de Ramiro Saturnino Braga. Tanto o pai quanto o avô de Saturnino foram deputados federais pelo estado do Rio. &#8220;Embora eu não tenha conhecido meu avô, sei que ele teve influência sobre minha escolha. E o meu pai, naturalmente, falava muito sobre política dentro de casa&#8221;, conta.</p>
<p>De acordo com Roberto Saturnino, o pai foi deputado federal por três mandatos e, no início da década de 60, resolveu não se candidatar. Foi quando Saturnino decidiu se aventurar na política. &#8220;Eu pude contar com os contatos políticos do meu pai, mas ele era conservador e eu fui logo para o partido socialista. Tive que construir o meu eleitorado, minha história política&#8221;, recorda.</p>
<p>Saturnino se elegeu deputado pela primeira vez em 1962. Pouco tempo antes, o Rio havia deixado de ser a capital do país. Ele conta que, para o Brasil, este marco na história foi extremamente positivo, mas para o Rio foi um grande desafio. &#8220;Foi um desastre&#8230; O Rio ficou vazio de pessoas e também de recursos&#8221;, relembra Saturnino.</p>
<p>O ex-senador conta com entusiasmo sobre a sua candidatura de 1974 ao Senado Federal, após a ditadura. Segundo ele, naquele momento o país se abria gradualmente ao processo de redemocratização. Foi, também, o primeiro contato da propaganda eleitoral com a televisão. “Era ao vivo, não tinha gravação, não tinha <em>marquetagem</em>. A gente ia lá e dava o recado&#8221;, declara com bom humor. Saturnino destaca, inclusive, que a televisão teve um papel fundamental de fazer com que as pessoas conhecessem outras opções de liderança. &#8220;A experiência com a televisão foi fascinante. O meu adversário, na ocasião, era considerado imbatível. Paulo Torres, presidente do Senado. Mas eu fui eleito!&#8221;.</p>
<p>Roberto Saturnino fala, ainda sobre este período, que o Senado se tornou a grande caixa de ressonância da democracia no Brasil. As únicas eleições majoritárias diretas, na época, aconteciam no Senado. &#8220;Entrei no Senado com Paulo Brossard, Itamar Franco, uma geração de senadores muito atuante, muito representativa daquele anseio de renovação, muito entusiasmados.  Momento privilegiado, especial. Eu peguei isso!&#8221;, afirma com orgulho.</p>
<p>Sobre os sonhos da juventude, o ex-senador lembra que ele lutava por um ideal da justiça social, de fraternidade entre os homens e que tinha admiração pela União Soviética. &#8220;O país que tinha realizado isso era a URSS. Então a juventude era muito comunista&#8221;. Para ele, a juventude de hoje vive um movimento de realização pessoal, não pensa mais no sonhos da coletividade. &#8220;É um processo natural da história. Os jovens de hoje, talvez por decepção, se preocupam mais com a própria inserção no mercado do que com o bem de todos&#8221;, diz.</p>
<p>Hoje com 80 anos, casado com Eliana Saturnino há 56, Roberto Saturnino Braga segue aproveitando a vida, os três filhos e os seis netos e pretende não parar de fazer as coisas que ama: escrever, viajar, ler. Realizar os sonhos que ainda não foram concluídos e celebrar as vitórias conquistadas.</p>
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		<title>Homenagem ao Senador José Fragelli</title>
		<link>http://www.assisefe.org.br/2011/09/23/homenagem-ao-senador-jose-fragelli/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Sep 2011 18:49:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Narlla Sales</dc:creator>
				<category><![CDATA[Homenagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Fragelli foi tudo que quis ser no cenário político brasileiro, e deixou como herança um bom exemplo de administrador público, pautado na austeridade e na honestidade José Fragelli estreou na política em 1947 como deputado constituinte. Ocupou cadeira de deputado estadual por dois mandatos, foi governador de Mato Grosso, presidente do Senado Federal de 1985 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>Fragelli foi tudo que quis ser no cenário político brasileiro, e deixou como herança um bom exemplo de administrador público, pautado na austeridade e na honestidade</em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.assisefe.org.br/2011/09/23/homenagem-ao-senador-jose-fragelli/fragelli-3-001/" rel="attachment wp-att-763"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-763" style="margin: 1px; border: 1px solid black;" title="FRAGELLI 3 001" src="http://www.assisefe.org.br/wp-content/uploads//2011/09/FRAGELLI-3-001-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>José Fragelli estreou na política em 1947 como deputado constituinte. Ocupou cadeira de deputado estadual por dois mandatos, foi governador de Mato Grosso, presidente do Senado Federal de 1985 a 1987, do Congresso Nacional e, por duas vezes Presidente da República interino. Deixou marca indelével na política e em todos os cargos que ocupou, destacando-se, dentre eles, a sai decisiva pela liderança nas articulações que, em 1983, culminaram na candidatura do então governador Tancredo Neves à Presidência da República. Fragelli, à frente de 14 senadores, foi a Minas Gerais comunicar que, se o PMDB decidisse ir ao Colégio Eleitoral, seria ele, Tancredo, o candidato.<br />
E, depois, já no exército da presidência do Congresso Nacional, deu posse ao vice-presidente eleito, José Sarney, diante do impedimento do presidente eleito, já hospitalizado e que viria a falecer depois. Tal fato é interpretado como marco na retomada de democracia no país, encerrando o ciclo dos governos militares.</p>
<p style="text-align: justify;">Hábil na arte da articulação e negociações política, sensível e respeitado inclusive pelos adversários, José Manuel Fontanillas Fragelli nasceu em Corumbá, MT, no dia 31 de dezembro de 1915 e morreu aos 94 anos de idade, no último dia 30 de abril, na cidade de Aquidauana, MS – onde passou a residir após encerrar o seu mandato. Casado com Dª. Maria de Lourdes, deixou dois filhos, netos e uma história de vida marcada pela austeridade, modéstia e simplicidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, ocupou o cargo de promotor de Justiça em Campo Grande. Foi professor de Finanças antes de concorrer ao primeiro cargo eletivo. Estadista, adotou medidas, já na condição de governador do Estado, visando a ocupação territorial no Norte e promoveu uma verdadeira revolução urbanística em Cuiabá. Na presidência do Senado, marcou sua gestão pela austeridade administrativa e inovações que refletem, até hoje, nas atividades da instituição, tais como a Rádio Senado e TV Senado, de repercussão nacional. Fragelli viveu com modéstia, agiu sempre com rigoroso zelo pelos negócios públicos e se destacou pela coragem nos embates políticos, sem se negar a assumir posições condizentes com as normas e valores os quais pregou ao longo de sua profícua e exemplar jornada.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Publicado no Informativo da ASSISEFE em Maio de 2011</em></p>
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		<title>A história de Wenceslao e Stella</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Aug 2011 14:03:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Narlla Sales</dc:creator>
				<category><![CDATA[Homenagens]]></category>

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		<description><![CDATA[A história de Wenceslao e Stella &#160; Ela tinha 23 anos, ele, 34. Encontraram-se em Brasília, no nascer da capital. Cada um com sua rotina. Ele é Wenceslao Moreira da Silva, querido colega e associado que faleceu em abril deste ano. Ela é Stella José Santos, a companheira, o suporte, a mulher com quem ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A história de Wenceslao e Stella</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_494" class="wp-caption alignleft" style="width: 305px"><a href="http://www.assisefe.org.br/?attachment_id=494" rel="attachment wp-att-494"><img class="size-medium wp-image-494" style="border-width: 2px; border-color: black; border-style: solid; margin: 4px;" title="Wenceslao e Stella" src="http://www.assisefe.org.br/wp-content/uploads//2011/08/stella_e_wenceslao_inf3-295x300.jpg" alt="" width="295" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Wenceslao e Stella</p></div>
<p>Ela tinha 23 anos, ele, 34. Encontraram-se em Brasília, no nascer da capital. Cada um com sua rotina. Ele é Wenceslao Moreira da Silva, querido colega e associado que faleceu em abril deste ano. Ela é Stella José Santos, a companheira, o suporte, a mulher com quem ele conviveu por quase 40 anos. E é ela quem nos fala um pouco da vida do bravo Wenceslao. “A primeira vez que o vi foi no dia 27 de março de 1968”, recorda Stella com precisão.</p>
<p style="text-align: justify;">Em meados de 1971, Stella e Wenceslao eram vizinhos. Cada um com sua família. Ela teve quatro filhos no primeiro casamento e ele, cinco filhos. Moravam na QNG, em Taguatinga. Aos poucos, foram descobrindo um no outro, coisas encantadoras e um enorme desejo de cuidar, estar perto.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi então, neste mesmo ano, que decidiram morar juntos. Ele já trabalhava no Senado, ela se dedicava aos trabalhos domésticos e ao cuidado das crianças. E foi assim durante muitos anos. Quando questionada se sentia ciúmes do marido, Dona Stella é enfática: “Viver com um homem 40 anos e não sentir ciúmes não tem jeito”.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos segredos que ela revela sobre o marido é uma mania que o acompanhou por toda a vida. Wenceslao tinha mania de limpar o carro. “Sempre que parávamos para abastecer, ele saía do carro, pegava um paninho e passava no carro”, revela.</p>
<p style="text-align: justify;">Stella conta que Wenceslao acordava todos os dias e mantinha sempre a mesma rotina. Acordava às 6h, fazia o café, limpava o carro e ia para o Senado. Depois de se aposentar, a rotina permaneceu com o mesmo horário de acordar. “Ao invés de trabalhar, ele passava no mercado para comprar alguma coisa que estivesse faltando em casa, fazia uma caminhada e depois visitava a casa dos filhos”, conta a companheira.</p>
<p style="text-align: justify;">Como Conselheiro Fiscal da ASSISEFE, Wenceslao não faltava a nenhuma reunião e estava sempre disponível. “Era um diplomata, uma pessoa fantástica, se dava bem com todos”, descreve a presidente do Conselho Fiscal Maria Elisa Stracquadanio, que teve a oportunidade de trabalhar com ele por</p>
<div id="attachment_495" class="wp-caption alignright" style="width: 163px"><img class="size-medium wp-image-495" style="margin-right: 4px; margin-left: 4px; margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; border-width: 2px; border-color: black; border-style: solid;" title="Wenceslao Moreira da Silva" src="http://www.assisefe.org.br/wp-content/uploads//2011/08/wenceslao_inf-153x300.jpg" alt="" width="153" height="300" /><p class="wp-caption-text">Wenceslao Moreira da Silva</p></div>
<p style="text-align: justify;"> muitos anos no Senado.</p>
<p style="text-align: justify;">Um fato que marcou a história de Wenceslao foi a luta contra o alcoolismo. Stella afirma que, por diversas vezes, o marido ficou internado para se libertar do vício. Neste momento, como uma grande prova de amor, ela nos conta que nunca reclamava, pois mesmo com este limite, Wenceslao era um homem pacífico e doce.</p>
<p style="text-align: justify;">“Certa vez eu me mudei para Planaltina para ficar mais próxima de onde era a clínica onde ele estava se tratando. Eu queria sempre estar perto, cuidar dele”, declarou.</p>
<p style="text-align: justify;">A vitória veio há 16 anos, quando Wenceslao conheceu o grupo dos Alcoólicos Anônimos (AA). “Depois desse dia, nunca mais ele bebeu.”</p>
<p style="text-align: justify;">Stella conta que o casal não fez muitas viagens, foram apenas a Fortaleza, no Ceará, com a família. “Wenceslao não gostava muito de viajar”, diz. De acordo com ela, a personalidade do companheiro era muito doce. “Ele era um homem decidido e com todos os desafios da vida, fomos muito felizes. Nunca brigamos”, conclui.</p>
<p style="text-align: justify;">A companheira conta que ele sempre lutou com muita esperança de ser curado. “Mesmo nos dias mais difíceis ele sempre dizia ‘Quando eu sair daqui&#8230;’ e nunca deixou de sonhar e fazer planos”.</p>
<p><strong> Redação</strong>: Narlla Sales</p>
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