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Saturnino Braga: uma história de sonhos e realizações

A edição do Informativo da ASSISEFE deste mês traz a história do ex-Senador da República Roberto Saturnino Braga

Justa Homenagem – Saturnino Braga: uma história de sonhos e realizações

Por Narlla Sales


Botafoguense, amante do Rio de Janeiro, ex-Senador da República e, como todo carioca que se preze, gosta do carnaval. “Sou Mangueira”, diz. Este é Roberto Saturnino Braga, associado que tem nos registros de sua vida, um mundo de histórias e acontecimentos vividos por amor à pátria. Com 13 livros publicados, ele não pretende parar por aí. Dentro do estilo do escritor, o gênero literário e político são os preferidos.

Formado em engenharia e especializado em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Saturnino iniciou sua carreira política com 30 anos de idade, influenciado pelo pai, Francisco Saturnino Braga. Nosso homenageado também é neto de Ramiro Saturnino Braga. Tanto o pai quanto o avô de Saturnino foram deputados federais pelo estado do Rio. “Embora eu não tenha conhecido meu avô, sei que ele teve influência sobre minha escolha. E o meu pai, naturalmente, falava muito sobre política dentro de casa”, conta.

De acordo com Roberto Saturnino, o pai foi deputado federal por três mandatos e, no início da década de 60, resolveu não se candidatar. Foi quando Saturnino decidiu se aventurar na política. “Eu pude contar com os contatos políticos do meu pai, mas ele era conservador e eu fui logo para o partido socialista. Tive que construir o meu eleitorado, minha história política”, recorda.

Saturnino se elegeu deputado pela primeira vez em 1962. Pouco tempo antes, o Rio havia deixado de ser a capital do país. Ele conta que, para o Brasil, este marco na história foi extremamente positivo, mas para o Rio foi um grande desafio. “Foi um desastre… O Rio ficou vazio de pessoas e também de recursos”, relembra Saturnino.

O ex-senador conta com entusiasmo sobre a sua candidatura de 1974 ao Senado Federal, após a ditadura. Segundo ele, naquele momento o país se abria gradualmente ao processo de redemocratização. Foi, também, o primeiro contato da propaganda eleitoral com a televisão. “Era ao vivo, não tinha gravação, não tinha marquetagem. A gente ia lá e dava o recado”, declara com bom humor. Saturnino destaca, inclusive, que a televisão teve um papel fundamental de fazer com que as pessoas conhecessem outras opções de liderança. “A experiência com a televisão foi fascinante. O meu adversário, na ocasião, era considerado imbatível. Paulo Torres, presidente do Senado. Mas eu fui eleito!”.

Roberto Saturnino fala, ainda sobre este período, que o Senado se tornou a grande caixa de ressonância da democracia no Brasil. As únicas eleições majoritárias diretas, na época, aconteciam no Senado. “Entrei no Senado com Paulo Brossard, Itamar Franco, uma geração de senadores muito atuante, muito representativa daquele anseio de renovação, muito entusiasmados.  Momento privilegiado, especial. Eu peguei isso!”, afirma com orgulho.

Sobre os sonhos da juventude, o ex-senador lembra que ele lutava por um ideal da justiça social, de fraternidade entre os homens e que tinha admiração pela União Soviética. “O país que tinha realizado isso era a URSS. Então a juventude era muito comunista”. Para ele, a juventude de hoje vive um movimento de realização pessoal, não pensa mais no sonhos da coletividade. “É um processo natural da história. Os jovens de hoje, talvez por decepção, se preocupam mais com a própria inserção no mercado do que com o bem de todos”, diz.

Hoje com 80 anos, casado com Eliana Saturnino há 56, Roberto Saturnino Braga segue aproveitando a vida, os três filhos e os seis netos e pretende não parar de fazer as coisas que ama: escrever, viajar, ler. Realizar os sonhos que ainda não foram concluídos e celebrar as vitórias conquistadas.

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